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Agosto Lilás: Mês de combate à violência contra a mulher .

  • Vivian Souza 
  • 18 de ago.
  • 2 min de leitura

Entre a proteção e a liberdade, quando uma mulher encontra uma rede para recomeçar


A violência contra a mulher nem sempre deixa marcas visíveis. Algumas ficam no corpo; outras, na autoestima, na autonomia e na capacidade de acreditar que é possível recomeçar.


Agosto Lillás - violência contra mulher

Em São Paulo, os dados reforçam a urgência do tema: no primeiro semestre de 2026, 142 mulheres foram vítimas de feminicídio, um aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2025. Isso significa que, em média, uma mulher foi morta por violência de gênero a cada 30 horas. Além disso, os registros de lesão corporal dolosa contra mulheres e de descumprimento de medidas protetivas também cresceram, mostrando que o ciclo da violência ainda é uma realidade cotidiana.


Por isso, falar de proteção feminina é falar de escuta, acolhimento, direitos e rede de apoio. Acolher uma mulher em situação de violência vai além de perguntar o que aconteceu. É escutar sem julgamentos, respeitar seu tempo e compreender que romper com um ciclo de violência nem sempre acontece de uma vez. Muitas vezes, ela vai e volta, sente medo, duvida de si. Isso não é fraqueza: é resultado de relações marcadas por dependência emocional, financeira, isolamento e controle.


É nesse momento que a rede de apoio se torna essencial.

  • Uma escuta pode ser o primeiro passo.

  • Um encaminhamento pode abrir uma porta.

  • Uma orientação pode devolver possibilidades. E, muitas vezes, tudo começa com algo simples: alguém acreditar nela.


Empoderar não é dizer a uma mulher o que ela deve fazer. É oferecer condições para que ela possa escolher: buscar ajuda, trabalhar, estudar, sair de uma relação ou simplesmente reconstruir sua vida no seu próprio tempo.

A rede pode estar em uma amiga, uma vizinha, uma equipe técnica, um serviço de saúde ou assistência social — ou simplesmente em alguém que saiba escutar sem culpabilizar. Porque a violência tenta convencer uma mulher de que ela está sozinha. A rede precisa mostrar o contrário: “Você não precisa passar por isso sozinha.”


Aqui na Vila Reencontro Jabaquara 2, o trabalho de proteção também se fortalece por meio de ações de prevenção e sensibilização, como palestras, rodas de conversa, atividades socioeducativas e orientações sobre violência contra a mulher, direitos e rede de proteção. Essas iniciativas buscam ampliar o acesso à informação, fortalecer vínculos e contribuir para que as mulheres reconheçam situações de violência e tenham conhecimento dos caminhos para buscar apoio e proteção.

agosto lilás - social bom jesus

No Social Bom Jesus, acreditamos que proteção é liberdade: é oferecer condições para que cada mulher possa escolher seu próprio caminho, com dignidade e respeito.


Conheça mais sobrea a Organização. socialbomjesus.com.br



Por: Vivian Souza 

Formada em Segurança do Trabalho e atualmente cursa Psicologia. Sua trajetória profissional foi construída nas áreas da Saúde e Assistência Social, com experiência em Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), Saúde Mental, Unidade Básica de Saúde (UBS) e Programa PAI.

Atualmente, atua como Agente de Proteção Social na Vila Reencontro Jabaquara 2, no acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade social, com atuação na sensibilização sobre o uso de substâncias psicoativas e no acolhimento e fortalecimento da rede de proteção de mulheres em situação de violência.

 
 
 

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