Diversidade e acolhimento: quando educar também é resistir
- Jackson Nazário dos Santos.
- há 4 horas
- 2 min de leitura
No CCInter Clube da Turma, falar de diversidade não é apenas tema de roda de conversa — é prática diária, vivida, sentida e construída por cada educador e educadora que ocupa esse espaço com coragem e verdade. Somos muitos, somos plurais, e entre nós estão profissionais LGBTQIAPN+ que transformam o ambiente educativo em um território de acolhimento, respeito e resistência.
Ser educador já é, por si só, um ato de responsabilidade. Mas ser educador e carregar na pele as marcas de uma sociedade que ainda luta para respeitar as diferenças é também um ato de coragem. Aqui dentro, essa realidade não é invisível. Pelo contrário: ela é reconhecida, valorizada e transformada em potência.

A presença de educadores LGBTQIAPN+ no CCInter não apenas representa diversidade — ela ensina. Ensina que existir é um direito, que ser quem se é não deve ser motivo de medo, e que o respeito precisa ser a base de qualquer convivência. Nossos alunos e alunas aprendem, na prática, que o mundo é diverso e que isso não é problema, é riqueza.

Quando falamos de orgulho, falamos também de resistência. Resistir ao preconceito, às falas atravessadas, aos olhares julgadores. Resistir todos os dias para ocupar espaços que historicamente foram negados. E dentro do CCInter, essa resistência ganha força coletiva. Aqui, ninguém está sozinho.
O papel da assistência social e da educação nesse processo é fundamental. Não se trata apenas de incluir, mas de garantir dignidade, escuta e segurança. Criar um ambiente onde cada pessoa possa se expressar sem medo é uma responsabilidade que levamos a sério — e que exercemos com empatia e compromisso.

Esta matéria não é apenas um registro. É um posicionamento. É a afirmação de que o Social Bom Jesus é um espaço onde a diversidade não é tolerada — ela é celebrada. Onde educadores LGBTQIAPN+ não apenas trabalham, mas pertencem.
E, no fim das contas, é isso que acreditamos: educar também é lutar. E nós lutamos todos os dias, juntos.
Por : Jackson Nazário dos Santos.
Profissional de Educação Física, com formação em licenciatura e bacharelado pelo Centro Universitário Ítalo Brasileiro, e há mais de 20 anos dedica a carreira ao esporte, à educação e aos projetos sociais.
Apaixonado por voleibol, seu compromisso é com o desenvolvimento humano, que o levaram atuar como técnico em clubes como o (ECP) Esporte Clube Pinheiros e a (AABB) Associação Atlética Banco do Brasil, além de coordenar voluntariamente o projeto São Luiz Voleibol Cidadão, que promove cidadania, saúde e integração comunitária para crianças, jovens e adultos.
Atualmente é técnico educacional (supervisor) no Social Bom Jesus, liderando uma equipe de 19 educadores. Sua missão é construir instrumentais pedagógicos e eventos sociais que ofereçam suporte ao desenvolvimento profissional desses educadores, garantindo que a metodologia intergeracional seja aplicada com excelência e sensibilidade.
“Acredito profundamente no poder do esporte como ferramenta de transformação social. Minha missão é formar não apenas atletas, mas cidadãos conscientes, saudáveis e protagonistas de suas próprias histórias.”




Comentários