A Infância deve ser respeitada: juntos na proteção e no cuidado.
- Sálua Rodrigues

- há 5 horas
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Falar de infância é reconhecer que estamos diante de sujeitos de direitos — pessoas em desenvolvimento que precisam de cuidado, escuta e oportunidades reais para crescer com dignidade. Ainda assim, para muitas crianças, o que deveria ser tempo de descobertas e proteção acaba sendo atravessado por situações que ferem profundamente sua integridade e limitam seus caminhos.

No cotidiano do trabalho social, aprendemos que essas violações não acontecem por acaso. Elas são resultado de desigualdades históricas, fragilidades nas redes de apoio e da ausência, ou insuficiência, de políticas públicas que garantam proteção integral. Enfrentar essa realidade exige mais do que sensibilização: exige responsabilidade compartilhada e ação contínua.
Quando uma criança tem seus direitos desrespeitados, não estamos diante apenas de um episódio isolado, mas de impactos que podem acompanhar toda a sua trajetória. A infância interrompida, o silêncio imposto, a perda do direito de brincar, aprender e se desenvolver plenamente deixam marcas profundas. Por isso, a proteção precisa ser pensada de forma ampla, articulada e permanente.
Ao mesmo tempo, é no cotidiano que também construímos resistência e transformação. Está na escuta atenta, no vínculo com as famílias, na presença constante dos educadores, na atuação em rede e na criação de espaços seguros onde crianças possam existir com liberdade e respeito. Pequenas ações, quando consistentes, têm grande potência.
No CCA (Centro para Crianças e Adolescentes) e na atuação da ONG Social Bom Jesus, esse compromisso se traduz em práticas que fortalecem vínculos, ampliam o acesso à informação e promovem direitos. Cuidar da infância é também criar condições para que ela seja vivida em sua plenitude: com proteção, afeto e possibilidades.

Falar sobre esse tema nunca é simples, mas é necessário. Romper o silêncio é um passo fundamental para transformar realidades. Quando a sociedade se mobiliza, quando os territórios se fortalecem e quando cada um assume seu papel na proteção, abrimos caminhos mais seguros para nossas crianças.
Garantir uma infância respeitada não é apenas um ideal — é uma responsabilidade coletiva, urgente e inegociável.
Por: Sálua Rodrigues Vicente Leite
Nutricionista, pós-graduada em Vigilância Sanitária em Alimentos e graduanda em Pedagogia. Atua há mais de 8 anos na área socioassistencial pela ONG Social Bom Jesus e atualmente é gerente de serviços no CCA Piracuama.




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